Para crescermos é preciso alargar a carteira de crédito

Setembro 13, 2013

crédito malparado combate com mais crédito para crescermosAo sermos um espaço de franca discussão de tudo o que se relaciona com crédito, não ficamos indiferente a uma realidade que incomoda e preocupa a todos – o crédito malparado.

Cada vez que aqui falarmos de crédito malparado, haverá portugueses que pensarão mais uma vez antes de se endividarem mais e contratarem um novo crédito.

O pior é que muitas vezes fazem-no totalmente conscientes do risco, mas desesperados, pois não lhes resta mais nenhuma alternativa.

Nos últimos dias, o crédito malparado foi bastante falado, mas desta vez em relação às pequenas e médias empresas (PME) portuguesas, e às micro também, diria eu, que entendo que muitas das empresas que caraterizam o tecido empresarial nacional nem chegam à dimensão de pequenas. E isto não é de todo pejorativo, pois essas empresas têm um papel de maior utilidade à sociedade em geral, que muitas grandes empresas públicas sorvedoras de dinheiro dos contribuintes, que gravitam à volta do Terreiro do Paço e que por lá (sempre) vão espalhando o que delapidam ao erário público.

Dizia, que foi noticia que as PME deviam à banca, no passado mês de Julho, quase 11.7 mil milhões de euros. Ou seja, praticamente duas vezes o que deviam em Abril de 2011, marco aqui assinalado por ter sido a altura em que Portugal pediu a ajuda externa.

Entretanto, o presidente da Associação das Pequenas e Médias Empresas (ANPME) já veio a terreiro afirmar que não é surpreendente que as PMEs sejam responsáveis tanto malparado – 92 por cento do crédito malparado no setor empresarial.

Surpreende-o é que as instituições financeiras e quem tem responsabilidades na política económica não encare a realidade de outra forma face à situação económica que está à vista de todos. Joaquim Cunha, assim se chama o presidente da ANPME, considera que a situação de crédito malparado espelha a situação da economia e que o tecido de PME nacionais não tem possibilidade de se financiar externamente.

Para o presidente da Associação das Pequenas e Médias Empresas, a única opção, se pretendemos ter um crescimento económico em Portugal é alargar a carteira de crédito, porque o financiamento das próprias PME se torna difícil.

Boa Cunha!

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